Tradição · couro
Os curtumes de Fez e o couro marroquino
Na medina de Fez, o couro continua a ser curtido e tingido à mão em tinas de pedra ao ar livre. O curtume Chouara, o maior da cidade, é uma das cenas mais fotografadas de Marrocos.
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As tinas
As peles são primeiro amaciadas em tinas com água, cal viva, sal e excrementos de pombo, e passam depois para tanques de tinta. Todo o processo leva cerca de um mês, e grande parte ainda é feita à mão, com os trabalhadores de pé dentro das tinas.
Que idade têm?
A tradição local liga os curtumes aos primeiros séculos de Fez, e o Chouara é muitas vezes apresentado como um dos curtumes mais antigos do mundo. Os registos históricos são menos precisos, mas no século XIV a cidade velha tinha dezenas de curtumes; hoje restam três.
Da pele ao pufe
Depois de seco, o couro vai para as oficinas da medina, onde se transforma em babuchas, malas, cintos e pufes. Um pufe de couro é cosido com painéis de pele de cabra ou de ovelha, muitas vezes bordados, e costuma ser vendido vazio, para encher em casa.
A visita
As tinas veem-se melhor dos terraços das lojas de couro à volta. As lojas costumam deixar subir os visitantes na esperança de uma venda e muitas vezes dão um raminho de hortelã contra o cheiro. A manhã, quando as tinas estão mais movimentadas, é a melhor altura.
Do pufe ao balão de ar quente
O desenho Emotional Baggage transforma um pufe de couro cosido num balão de ar quente: um objeto de interior marroquino que sobe ao céu numa viagem que leva a própria bagagem.


